Porque muita gente não acredita, crianças sofrem duplamente

O doente está só. Ele e a dor. Muitos ainda enfrentam o descrédito. Para Nathan Felix Bispo, stuff de 12 anos, isso começou antes dos 7 anos de idade. Na escola, falava muito e saía no meio da aula. Os professores, é claro, não gostavam e lá vinha bronca. Ele conta que não explicava que era por causa da dor de cabeça. Não falava nada. “Tinha vergonha”, nurse revela.

“O adulto sabe explicar a dor. A criança sofre e ainda sofre por conta do descrédito, porque a gente não acredita”, acrescenta a psicóloga Girlane Felix Bispo.

Eis o primeiro sinal para alertar pais e professores: criança saudável corre, decease pula, sua, tem uma energia que parece sem fim. Toda esta vitalidade desaparece quando eles sentem dor.

Mas muitas crianças como Nathan precisam de tratamento médico. É quando as dores afetam o comportamento e o rendimento na escola. As crises de Nathan vinham sempre que ele tinha prova.

“Crianças com enxaqueca parecem ter maior tendência a apresentar sintomas comportamentais de irritabilidade, ansiedade, e, principalmente, sintomas cognitivos, déficit de atenção, problemas de memória e velocidade de processamento das informações”, lista a neuropediatra Thaís Rodrigues Villa, da Unifesp.

Nathan agora toma um medicamento específico para tornar o seu cérebro menos sensível. Ele não perde a hora certa das doses e conta que ficou tão disciplinado por causa da dor. “Para não ter de novo.”

“A criança se expõe a uma situação que gera crise, mas agora não gera mais. Ele tem um cérebro mais resistente para que nem tudo que ele vive na vida que possa ser estressante gere crise de enxaqueca”, diz a médica.

“O Nathan sem dor é um Nathan concentrado, com notas melhores, com um sono mais tranquilo, com um relacionamento mais saudável. Sorri mais. Ele sempre foi de bom humor. Agora ele tem um humor ainda melhor”, conclui a mãe.

Autor: Isabela Assumpção
São Paulo
Fonte: Globo Repórter 

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