O que são as DORT?

Estes distúrbios são responsáveis por 65% dos afastamentos de trabalho. Tratados no início, podem ser completamente curados

Esforços repetitivos, estresse, fatores genéticos, má postura e sedentarismo. Essa é a fórmula básica para um problema muito comum nos brasileiros: LER – Lesões por Esforços Repetitivos. Recentemente, a sigla DORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – foi instituída para definir essas doenças, responsáveis por 65% dos pedidos de afastamento do trabalho no País.

Há algum tempo, os DORT estavam relacionados aos digitadores, datilógrafos, operadores de caixa, que trabalham horas realizando os mesmos movimentos. Mas o risco não é só desses profissionais. A má postura, instrumentos e mobiliário de escritório não adequados e um ambiente de trabalho desorganizado podem levar qualquer pessoa a esse problema.

Ao contrário do que se pensava, o surgimento dos DORT não está relacionado apenas às atividades físicas. É uma síndrome multifatorial: problemas de relacionamento com superiores e colegas de trabalho, insatisfação profissional, além de problemas emocionais, características pessoais e predisposição genética, também podem influenciar no desenvolvimento da doença. 

Um detalhe importante é que as lesões não ocorrem somente nos braços, mas também em ombros, região cervical e lombar da coluna. Os DORT mais comuns são as tenossinovites de punho e antebraço, tendinites, epicondilite (inflamação do epicôndilo do cotovelo), síndrome do túnel do carpo (inflamação do nervo mediano ao nível do punho), bursites, lombalgia, entre outras.

Chegar a um diagnóstico correto não é tarefa simples. Além de exames subsidiários, o principal é fazer uma avaliação clínica detalhada, incluindo antecedentes pessoais, familiares, inventário psicológico e estilo de vida.

É importante alertar que, ao primeiro sinal de dor, sensação de peso, queimação e desconforto, o indivíduo deve procurar um especialista. Os DORT, quando diagnosticados em sua fase inicial, podem ser, na maioria dos casos, completamente curados. Muitas vezes, as pessoas convivem com esses sintomas por anos sem procurar ajuda médica e as lesões tornam-se crônicas. Nessa fase, fica difícil realizar simples tarefas do dia-a-dia, como escrever ou escovar o cabelo. A situação pode piorar ainda mais, com perda parcial ou total da força dos membros afetados, até atrofias, deformações ou paralisias, levando à incapacidade definitiva.

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Por: Evelin Goldenberg
Fonte: Istoé Gente

 

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