7 práticas que diminuem as dores crônicas

Muita gente convive com ela 24 horas por dia. Adote 7 práticas que minimizam o sintoma, buy melhorando a qualidade de vida

Pratique a pausa: respire e medite
Parar e respirar com calma ou fazer meditação durante os picos de dor é eficiente. A meditação reproduz um estado semelhante ao que faz a acupuntura, pois ativa o sistema nervoso central a liberar substâncias como a serotonina, capsule a adrenalina, os opioides e canabinoides endógenos que modulam a excitabilidade nervosa, reduzindo a dor e oferecendo bem-estar e relaxamento muscular. O resultado é a melhora do fluxo sanguíneo, da função das células do sistema imune e do sono. Há uma região do cérebro chamada sistema límbico, que recebe informações externas, transformando- as em emoções. “Elas ativam os sistemas nervoso e humoral, que controlam o funcionamento de vários órgãos e do coração. Há diminuição da ansiedade, depressão, irritabilidade, melhora o aprendizado, a memória, a concentração, a capacidade de resolução de problemas, estabilidade emocional, assim como também pode aliviar dores crônicas

Mova-se ainda mais
Quando sentimos dor a tendência é não querer se exercitar. Mas a verdade é que existe uma cultura inadequada de que a dor crônica piora com o exercício. Normalmente, nas doenças que causam dor crônica existe uma regulação inadequada do fluxo de sangue para os tecidos. Com isso, há maior lesão e liberação de substâncias que excitam mais os terminais nervosos especializados em transmitir dor da região acometida pela lesão ou disfunção, ou seja, “na dor crônica, o exercício é fundamental por aumentar o fluxo sanguíneo tecidual e melhorar a capacidade aeróbica. Esse fato evita a progressão da doença, o processo inflamatório, diminui a produção de radicais livres que facilitam a mutação gênica e a expressão de um novo estado do sistema nervoso que aumenta a transmissão da dor”, explica o anestesista Durval Campos Kraychete, diretor científico da SBED. “Os exercícios aumentam a flexibilidade, a força e melhoram globalmente a função do aparelho locomotor, o condicionamento cardiovascular e respiratório e o corpo como um todo”, explica Marcelo Amato, neurocirurgião do Hospital São Luiz (SP).

Fique longe do álcool
Segundo Kraychete, “o álcool interfere na absorção de certos nutrientes, no fluxo sanguíneo e metabolismo dos tecidos, dificultando o funcionamento correto de vários órgãos e sistemas”. Desse modo, além de desencadear ou amplificar a transmissão dolorosa, como na enxaqueca, é comum causar doenças como neuropatia periférica dolorosa (lesões em fibras sensitivas, autonômicas e motoras), por deficiência de vitamina do complexo B, disfunção hepática ou cognitiva. O ideal é evitar o consumo de álcool e mudar os hábitos de vida, evitando exposições desnecessárias. Amato diz que “o álcool, assim como medicamentos chamados de depressores do sistema nervoso central, como os benzodiazepínicos, podem, em longo prazo, levar à depressão. A depressão segue com a dor crônica. É muito fácil de entender como alguém que tenha dor o dia inteiro ,por vários meses, acabe por ficar deprimida”.

Coma com mais atenção
Na Índia, as pessoas encarregadas do preparo de alimentos são consideradas espiritualizadas: a escolha do cardápio sinaliza evolução e sabedoria. Afinal, o corpo necessita de nutrientes para crescer e se manter saudável. Há pesquisas em andamento na Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia_(UFBA) mostrando que a falta de magnésio, selênio, antioxidantes e estabilizadores da membrana celular, como o ômega-3, podem facilitar a perpetuação da dor muscular crônica. “A deficiência de vitaminas do complexo B e de zinco podem se relacionar com quadros de enxaqueca e neuropatias periféricas dolorosas”, afirma Kraychete. Por isso, o ideal é ingerir alimentos saudáveis, sob a orientação de um nutricionista, para que a alimentação seja corrigida e balanceada. A equilibrada ingestão de nutrientes é essencial para que tecidos e órgãos doentes possam melhorar.

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Por: Letícia Maciel
Fonte:  Revista Viva Saúde

 

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1 Resultado

  1. BMA disse:

    Excercício foi uma das coisas que me proibiram. O que agravou muito meu quadro. Recomendo as pessoas que sofrem de dor, que procurem um programa de exercícios com profissional habiliatado e que não piore seu quadro. Infelizmente, muitos profissionais que nos tratam não entendem que ficar parado propricia agravantes terríveis para quadros álgicos: hipertensão, diabestes, colesterol elevado, depressão e até câncer.

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